Antes de achar a pessoa certa, quero me tornar a pessoa certa

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Almoço de domingo, todas as minhas primas já casaram e tem filhos, menos eu. Confesso que isso não me incomoda, mas responder as mesmas perguntas com sorrisos amarelos sim. Quando nós mulheres adquirimos certa idade e temos um relacionamento sólido, começamos a enfrentar uma pergunta similar aquela que enfrentamos aos 15: “E os namoradinhos?” Só que esta pergunta é muito mais séria, e envolve uma decisão que vai muito além de passear com alguém de mãos dadas no shopping.

Ela envolve dividir o sabonete com outro corpo, dividir a garrafa de água da geladeira com outra boca, e também acordar todos os dias ao lado de uma mesma pessoa. Eis que alguma tia meio sem noção pergunta: “E aí? Vai casar quando?”, e a pergunta mais inocente do mundo vira algo constrangedor, até que você se pega realmente preocupada com a data do seu casamento. Experiência própria, desencana! Se você tem 20, 30, 50 ou 80, não se desespere, por que pra casar você não precisa de um marido.

Acreditem, maridos existem em qualquer lugar, aos montes e de todas as cores e sabores. Maridos são “vendidos” nas prateleiras de academias, shoppings, shows e arrisco a dizer até em baladas, mas para mudar seu sobrenome e colocar um vestido branco, você precisa de um companheiro. Alguém que não tenha restrições em dividir sabonetes e germes do bico de uma garrafa, que compre os teus sonhos, limpe o seu passado e de asas ao seu presente. O que você precisa é de alguém que quando ver você entrar na igreja chore de emoção, de felicidade, e de sossego.

Cheguei à conclusão de que hoje casa-se porque quer, quando quer, e com quem quer. Casamento é compromisso, não obrigação. Logo, se você não quer se comprometer, não case. Hoje eu quero me comprometer com outras coisas antes de “juntar as escovas de dente”. Quero conhecer a Holanda, quero ter uma bolsa da Victor Hugo, quero aprender a surfar, quero falar francês, quero ao menos assar um bolo de cenoura sem queimar. Pra dizer sim, é preciso abraçar o outro, e tudo que vem de bagagem, é preciso ser tolerante e também corajosa, é preciso ser criativa, ousada e muito apaixonada. Sabe, não é que casar não seja minha vontade, só não é mais minha prioridade, hoje pra ser bem sincera, antes de achar a pessoa certa, quero me tornar a pessoa certa.

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Natália Silveira

Designer, curitibana, criativa, curiosa, sonhadora, inquieta e tem a risada mais escandalosa que já se ouviu.

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